15 de December de 2017 12:47:14

Três letras e um sentimento: Gol!!

Independente se é jogador profissional ou peladeiro de final de semana, quem joga futebol e faz um gol, não sabe explicar o sentimento após a bola ultrapassar a linha. Naquele momento, várias inspirações se transformam muitas vezes em alegria, emoção, loucura e comemoração. Quem costuma fazer gols e mais gols durante os jogos oficiais ou na rua, com chinelos como gols, as vezes ficam sem inspiração na hora de extravasar e vibrar com aquele momento. Se tudo que rola a partir daquele instante que a torcida vibra e a bola balança a rede com um gol “normal”, imagine que sentimentos passam pela cabeça de um atleta que faz um gol na final do campeonato, podendo até ser o gol do título.

O Londrina Esporte Clube disputou três finais estaduais e duas nacionais. Dessas cinco decisões, o Tubarão sagrou-se campeão em quatro delas: Campeão Paranaense em 1981, 1992 e 2014, além do título da Taça de Prata de 1980. O Londrina também tem o título Paranaense de 1962, só que ele foi disputado em triangular final e não se enquadra em jogo final de um campeonato.  Ao todo, foram 11 jogos em finalíssimas sendo que o LEC fez 18 gols. O artilheiro em finais pela equipe alviceleste é o atacante Paulinho, conhecido carinhosamente pela torcida como o Canhão de Pinhal, ele fez 4 gols.

O ex-atacante Paulinho descreveu como é fazer um gol em um jogo final. “É muito emocionante, eu tive a oportunidade de fazer gols aqui no Estádio do Café em dois títulos, fiz gol contra o [Grêmio] Maringá e contra o CSA (AL). Foram finais maravilhosas, onde fui abrilhantado de fazer os gols e ser campeão”, comentou o Canhão de Pinhal. Quem tembém fez gol na final contra o clube alagoano, foi o ex-lateral-esquerdo Zé Antônio e falou sobre o que fez após o gol. “O momento do gol, é um sentimento diferente para cada um, mas no instante que fiz o gol lembro da minha alegria e ver a explosão de um estádio com quase 50 mil pessoas é intocável”, afirmou Zé Antônio.

Momento de comemoração de Carlos Alberto Garcia após o gol do título na final do Campeonato Paranaense de 1981. Foto: José Eugenio

O ídolo da torcida, Carlos Alberto Garcia, conhecido como o “Bem Amado”, fez o gol que deu o título estadual em 1981, contra o maior rival do Tubarão, o Grêmio Maringá e tentou achar palavras para descrever aquele momento. “É indescritível o momento da consolidação do gol, confesso que esse gol em 81, eu tive vários problemas com o treinador, mas eu tinha uma convicção que eu iria fazer o gol. Todos já sabem que forcei minha entrada com o treinador e quando fiz o gol de cabeça, eu fiquei sem sentir o que estava acontecendo”, relembrou Garcia.

Um dos gols mais emocionantes da história do Londrina, foi o segundo gol do empate em 2 a 2 contra o União Bandeirante, na final do estadual de 1992. O zagueiro e capitão, Márcio Alcântara foi quem fez as arquibancadas do Estádio do Café tremerem de alegria. “Você imaginar que tudo estava perdido, um campeonato inteiro, a gente perdendo de 2 a 0, o time do União era melhor que o nosso e nós praticamente estávamos assim ‘não dá mais’ e aí acontece uma falta na ponta esquerda, eu fui para o ataque e tive a felicidade de estar no lugar certo e na hora certa, no momento que fiz o gol, quase morri, estava sem fôlego, era quase 46’ do segundo tempo, mesmo assim, provoquei o banco de reservas do União”, enfatizou Marcio.

O Canhão de Pinhal talvez protagonizou um dos momentos mais marcantes da história do LEC, após fazer o terceiro gol contra o CSA, na final da Taça de Prata de 1980, o jogador saiu correndo, pulou em uma mesa de bar e beijou a ‘Taça de Prata’. “Mesmo que você crie uma vibração diferente, nunca passou pela minha cabeça que a taça estaria ali, no gol de entrada, perto dos vestiários e quando eu virei para a torcida, estava a taça na minha direção, foi sem pensar, sem programar e aquilo foi tudo dom de Deus, que me carregou para subir na mesa, onde estava a taça e beija-lá. O que aconteceu foi maravilhoso”, disse emocionado Paulinho, o Canhão de Pinhal.

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<p>Jornalista, formado na Unopar em 2015. Nasci e moro em Londrina. Apaixonado por esportes. Gosto de praticar aquele futebolzinho de final de semana. Futebol não é apenas um esporte, mas sim uma forma de viver.</p>

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