Torcedores Órfãos: A ausência do clube de coração

Dentro da história do futebol paranaense, muitos clubes de destaque ou não, já fecharam as portas por algum motivo. Dentre as situações mais comuns, estão o afastamento, temporário ou permanente, a fusão com outros times ou até mesmo a extinção. 

O Redação em Campo conversou com quatro torcedores que de alguma forma conviveram ou até hoje convivem com a ausência do seu clube de coração. Para alguns, o lugar não foi preenchido e para outros, existe a simpatia ou a torcida pelo que o time se transformou.

“Não é meu time, o time que aprendi a amar desde criança”

A frase acima é do contador Luiz Fernando Evaristo, de 53 anos, que no dia 20 de dezembro de 1989, foi até a antiga sede do Esporte Clube Pinheiros cancelar sua carteirinha de sócio, após a fusão do clube com o Colorado Esporte Clube, que deu origem ao Paraná Clube.

O torcedor apaixonado pelo EC Pinheiros, no Estádio da Vila Olímpica do Boqueirão. Foto: Arquivo Pessoal.

O Pinheiros ganhou este nome no início da década de 70, após um plebiscito no dia 12 de agosto de 1971, onde o Esporte Clube Água Verde trocou de nome recomendado pelo então presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), João Havelange.  

Com o nome antigo, o clube havia conquista o Campeonato Paranaense de 1967. Após a troca do nome, o Pinheiros demorou alguns anos para se acertar e segundo Luiz Fernando, por volta de 1974, a chegada de jogadores oriundos de outros estados fortaleceu o clube. “A partir de 1974 que começou a ficar mais forte, começaram a contratar jogadores de fora, notando um crescimento, mesmo que de leve, mas foi acontecendo naturalmente”, relembrou o contador, que também é um grande conhecedor do futebol paranaense.

A paixão pelo EC Pinheiros surgiu de forma engraçada, em uma partida entre Colorado EC e EC Pinheiros, pela Taça Cidade de Curitiba, em 1977. O pai de Luiz, torcedor do Colorado EC levou o menino com aproximadamente 12 anos ao Estádio Durival de Britto (Vila Capanema), para acompanhar o seu time do coração, porém, com o resultado de 2 a 1 para o Pinheiros, aquele garoto se apaixonou pelas cores azul e branco.

“Em um processo engraçado [surgiu a paixão pelo EC Pinheiros], meu pai era torcedor do Colorado EC, ele chegou um dia e falou que iria me levar em um jogo do time dele, que era muito bom. Era Colorado EC e EC Pinheiros, naquela Taça Cidade de Curitiba de 1977, aí deu Pinheiros por 2 a 1. E aquele meu cérebro de jovem, pensou assim: ‘Pô, se o time do meu pai é bom, imagina esse que ganhou!’ e ali eu virei pinheirense”, destacou a forma curiosa que o fez torcer pelo EC Pinheiros.

Com aproximadamente 15 anos, Luiz Fernando Evaristo (de frente na imagem e calça preta), acompanhando uma partida do Leão da Vila Guaíra. Foto original: Revista Placar. Reprodução: Luiz Fernando Evaristo.

Junto com um Torneio interestadual em 1976, a Taça Cidade de Curitiba foi a outra conquista do clube na década de 1970. Com três jogos contra Atlético Paranaense, Coritiba e Colorado EC, o EC Pinheiros venceu todas as partidas pelo mesmo placar, 2 a 1. O atacante Serginho foi o destaque do título, com dois gols em três partidas.

Com o início dos anos 80, aconteceu o fortalecimento do Pinheiros no Estado, com a construção de seu estádio e o bi-campeonato Paranaense, em 1984 e 1987. Tendo a inauguração do Estádio Érton Coelho Queiroz, a Vila Olímpica do Boqueirão, sendo feita em duas etapas, a primeira em 1980 e a segunda e oficial, no dia 7 de setembro de 1983. 

Até 1974, o EC Pinheiros mandou seus jogos no Estádio Orestes Thá, após este período, seus jogos variavam entre a Vila Capanema, o Estádio Couto Pereira e em algumas vezes, no Estádio Joaquim Américo Guimarães. “A estreia [da Vila Olímpica do Boqueirão] foi dividida em duas na verdade, em 1980 teve só a inauguração do gramado, não tinha arquibancada e não tinha nada, apenas um monte de terra em volta e foi contra o Internacional de Campo Largo. Aí em 1983, teve a inauguração oficial contra o Coritiba, que o Pinheiros ganhou de 1 a 0, gol do Toninho Vieira de falta. Isso já vinha sendo planejado desde os anos 70”, afirmou Luiz Evaristo. 

Um ano depois, o Pinheiros garantiu o seu primeiro título Paranaense, desde a troca de nome. Em uma quarta-feira a noite, no Estádio Couto Pereira, um simples empate garantiria o título para o clube das Araucárias, mas o EC Pinheiros não pensou nisso e venceu o Atlético Paranaense por 2 a 0. 


“Estava no estádio, contra o Atlético, foi 2 a 0 a final, eu tinha prova naquele dia de contabilidade, pensei, não vou perder o primeiro título paranaense desde 67 lá com o Água Verde, fui lá, aquela tensão, no final deu a lógica, aquele ano tínhamos um timaço, 2 a 0 tranquilo no Atlético”, descreveu a situação o torcedor do Pinheiros. 

Equipe do EC Pinheiros que levantou a taça do Campeonato Paranaense de 1984. Em pé: Toinho, Newmar, Jotobá, Augusto, Róberson, Dionísio e Carlinhos Neves (Prep. Físico). Agachados: Cezinha (Massagista), Camargo, Marinho, Ferreira, Matheus e Marquinhos. Foto original: Tribuna do Paraná. Reprodução: Luiz Fernando Evaristo.

Três anos mais tarde, a segunda conquista, está de longe, com sofrimento e de joelhos na frente do famoso radinho. “Esse foi lá em Cascavel, só que esse foi tenso! Se o Pinheiros perdesse aquele jogo e o Atlético ganhasse do Londrina, o Furacão seria campeão. O Pinheiros precisava pelo menos empatar com o Cascavel EC lá, aí teve um pênalti, teve dois jogadores expulsos do Pinheiros, a torcida do Cascavel EC começou a gritar para chutar para fora, aí o jogador chutou por cima, foi uma alegria incrível”, falou Luiz Fernando, que complementou. “Esse [jogo] eu estava em casa, escutei o jogo na rádio ajoelhado o jogo inteiro ao lado da cama, inesquecível!”, lembrou rindo o torcedor do EC Pinheiros.

Três anos mais tarde, o segundo título estadual do EC Pinheiros, em Cascavel (PR). Em pé: Carlinhos Neves (Prep. Físico), Nena, Toinho, Pinella, Róberson, Dionísio, Newmar e Aníbal (Massagista). Agachados: Sérgio Luiz, Marinho, Ferreira, Serginho Zaia e Marquinhos. Foto original: Revista Placar. Reprodução: Luiz Fernando Evaristo.

A última competição disputada pelo EC Pinheiros, foi o Campeonato Paranaense de 1989. Segundo Luiz, um dos motivos que fizeram o clube juntar com o Colorado EC, foi a divisão do estadual daquele ano. “Eu acho que foi um pouco de culpa da Federação Paranaense também, que separou o campeonato em dois grupos, um grupo com Atlético, Coritiba, Colorado EC, Londrina, Grêmio Maringá, super forte e colocaram o Pinheiros num grupinho fajuto e aquilo desmotivou a diretoria. Cada joguinho fajuto, aí a torcida não ia e culminou que em dezembro foi aprovado a fusão”, disse Luiz Fernando Evaristo. 

A última partida oficial do EC Pinheiros, aconteceu no dia 8 de julho de 1989, no Estádio do Boqueirão, contra o Foz do Iguaçu e a derrota por 1 a 0. Luiz não estava em Curitiba nesta data, mas nunca imaginou que seria o último jogo do seu Pinheiros. “Aquele ano foi bem difícil! Para mim não passava [pela cabeça de ser o último jogo oficial do clube], meu pai tinha falado que talvez poderia sair a fusão em dezembro, mas eu pensei que o pessoal não iria aprovar uma coisa dessa, pois tinha aquela esperança, meu time não pode morrer, ficou naquela e em dezembro, deu tudo errado”, relembrou a situação. 

No dia 19 de dezembro de 1989, EC Pinheiros e Colorado EC fizeram uma fusão que deu origem ao Paraná Clube. No dia seguinte, a primeira coisa que veio a cabeça de Luiz, foi cancelar a carteirinha de sócio do clube. “A minha primeira reação, eu cheguei, peguei minha carteirinha de sócio, fui lá no clube e cancelei o título, não quero mais. Ainda a moça que me atendeu falou ‘olha, esse clube vai ser grande’, falei que não me interessava, não é meu time, o time que aprendi a amar desde criança, é outra história”, comentou com a voz triste sobre o ocorrido.

De 1989 em diante, Luiz disse ter um sentimento de órfão, pois não tem mais o clube que torcia no dia-a-dia. “Nossa, é uma coisa maluca, de um dia para outro, você se sente órfão de clube, você pensa e agora, para quem vou torcer? Aconteceu com muitos amigos meus também, uns até viraram Coxa-Branca ou atleticanos, passado um tempo, comecei a torcer para todos os times do Paraná no geral, em qualquer competição, torço para times paranaenses ou catarinenses, que é a terra do meu pai”, afirmou sobre torcer por algum clube hoje.

Declaradamente simpatizante do futebol, Luiz Fernando comentou que o lugar do EC Pinheiros não foi e nunca será ocupado por outro clube. “Falar que sou torcedor fiel de tal time, não sou mais, hoje sou um acompanhante do futebol, como falei, principalmente dos clubes do Paraná e Santa Catarina”, argumentou Luiz Fernando Evaristo.

Luiz elegeu para ele o melhor jogador que vestiu o manto do EC Pinheiros, o atacante Serginho Zaia, que teve várias passagens pelo clube. 

O torcedor Luiz Fernando Evaristo com o maior ídolo da história do EC Pinheiros, Serginho Zaia. Foto: Arquivo Pessoal.

“Ele é reconhecido pela torcida em geral, o cara era muito bom, é o artilheiro da história do EC Pinheiros”, enfatizou Luiz Fernando. Foto: Luiz Fernando Evaristo.

Já o melhor jogo que viu o Leão da Vila Guaíra, foi no Campeonato Brasileiro de 1981, contra o Grêmio, no Estádio Couto Pereira. A partida terminou empatada em 1 a 1, com o zagueiro Baltazar abrindo o placar para o clube gaúcho e o também zagueiro Vagner, deixou igual o placar para o EC Pinheiros. “Foi um jogo super difícil, duro, depois o Grêmio foi campeão aquele ano, pensei então, como o time estava bem, empatou com o campeão, foi um jogo pau a pau, foi sensacional”, finalizou o torcedor do clube azul e branco.

O jogo mais marcante para Luiz Evaristo, o empate no Estádio Couto Pereira, entre EC Pinheiros e Grêmio, que seria campeão depois, pela 4ª rodada da 1ª fase do Campeonato Brasileiro de 1981. Página: Futebol Raiz.

“Sou 90% do Paraná e 10% do Colorado EC, não tem como apagar”

Diferente do Luiz Evaristo, o engenheiro cartógrafo de 51 anos, James Skroch passou a torcer pelo Paraná Clube, mesmo após a fusão do seu time de coração o Colorado Esporte Clube, porém, disse que tem 10% de torcida pelo “Boca Negra”, alcunha do clube curitibano.

Torcedor do Colorado EC e que após a fusão, passou a torcer pelo Paraná Clube, James Skroch lembrou das décadas de 70 e 80 com o Boca Negra. Foto: Arquivo Pessoal.

Pouco menos de dois meses antes da troca de nome que fez surgir o EC Pinheiros, houve a fusão entre três clubes da capital paranaense. O hepta-campeão Paranaense, Britânia Sport Club, o tri-campeão Palestra Itália Futebol Clube e o octa-campeão Clube Atlético Ferroviário. No dia 29 de junho de 1971, nasceu o Colorado Esporte Clube.

Com 18 estadual unidos em um só clube, o Boca Negra surgiu forte no cenário estadual, porém não conseguiu ser tão vencedor nos 18 anos que sucederam uma nova fusão. Apenas o polêmico Paranaense de 1980, onde o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), dividiu a taça entre Colorado EC e Cascavel EC.

O início da torcida de James para o Colorado EC, surgiu por influência de seu pai, que era torcedor do CA Ferroviário. “Foi através do meu pai, meu pai torcia e minha família também pelo CA Ferroviário, então quando teve a fusão em 1971, nasceu o Colorado EC, eu era pequeno, então comecei a ir no estádio, comecei a torcer, por causa do meu pai”, argumentou Skroch. 

A fusão entre as três agremiações tinha o objetivo no papel de transformar o Colorado EC em um clube-empresa, mas não foi bem o que aconteceu. “Eles tinham ideias boas para o Colorado EC, mas poucas saíram do papel, até porque uma ala do CA Ferroviário foi contra a fusão”, falou James, que também é conhecedor da história do clube.

Buscando o destaque das equipe que se uniram na formação do Colorado EC, a formação da equipe de 1972. Em pé: Vilela, Negri, Nenê, Zequinha, Brando e Bira. Agachados: Passarinho, Pedrinho, Careca, Babá, Ademir Fragoso e Cláudio. Foto: Arquivo do zagueiro Zequinha.

Após campanhas razoáveis e vice-campeonatos na década de 70, o Boca Negra conquistou o Paranaense de 1980, porém, sempre terá nos locais um asterisco na divisão do título com o Cascavel EC. Na última rodada do quadrangular final de 80, o clube do oeste tinha sete pontos e nove gols pró (primeiro critério de desempate na época). Para ser campeão no confronto direto, o Colorado EC tinha que vencer por cinco gols de diferença. Segundo James, esse placar poderia ter acontecido já no primeiro tempo.


“Na Vila Capanema, o dia estava meio chuvoso em Curitiba, já tinha chovido na hora do almoço, cheguei no estádio junto com a torcida do Cascavel EC, não teve problema de confusão, o Colorado EC foi para cima do Cascavel EC, acho que os 5 a 0 que o Colorado EC precisava naquele dia para consagrar-se campeão não saiu por obra do acaso mesmo, o Colorado EC perdeu muito gol, fez dois gols e ainda teve um anulado e lembro que o zagueiro perdeu um gol dentro da área, então o 5 a 0 era para ser no primeiro tempo ali”, recordou James Skroch.

Após o segundo gol, o Cascavel EC teve dois atletas expulsos, na volta do intervalo, dois jogadores ficaram no vestiário, alegando lesões e o goleiro Zico, também alegou um lesão e deixou a partida. Com seis em campo, o árbitro Tito Rodrigues encerrou a partida. Torcedores do Colorado invadiram o campo e comemoraram o título. “Teve as expulsões dos jogadores do Cascavel EC meio forçadas, dois jogadores não retornaram para o segundo tempo do intervalo e aconteceu o famoso cai-cai”, relatou o engenheiro cartógrafo. 

A final polêmica de 1980, entre Colorado EC e Cascavel EC, no Estádio Durival de Britto (Vila Capenema), a partida foi encerrada com 2 a 0 para o time da casa, após o adversário ter apenas seis jogadores em campo. A FPF dividiu o título entre as duas equipes. Imagens da RPC/ Globo. Página: ParanáPédia.

A partida ficou sub judice por 12 dias, até que o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná julgou o caso e a Federação Paranaense de Futebol, através do presidente Luiz Gonzaga de Motta Ribeiro, declarou as duas equipes como campeãs do Paranaense de 1980. 

A melhor campanha do Colorado EC em Campeonatos Brasileiros foi em 1983, quando acabou eliminado na Terceira Fase, em uma última rodada polêmica. Para não depender do resultado da partida do Boca Negra, o Atlético Paranaense teria enviado uma mala para o América (RJ) vencer o clube curitibano e classificar o Furacão.

“Teve o jogo da mala, em que o Colorado iria jogar com o América (RJ), lá na última rodada, o Atlético teria oferecido uma grana para o América dar uma endurecida na partida e para o Furacão avançar de fase”, esclareceu James. O América venceu o Colorado EC por 5 a 1. Naquela campanha, o Boca Negra venceu o Internacional, no Couto Pereira, o Botafogo, na Vila Capanema, também empatou com o São Paulo, no Couto e venceu o Atlético Paranaense, também no estádio do Alviverde.

A partir de 1985, os problemas financeiros do clube curitibano começaram a aparecer e isso culminou mais tarde na ideia de fusão com o EC Pinheiros. “No ano de 1984, o presidente do clube apostou tudo, todas as fichas naquela conquista do Campeonato Paranaense, para buscar entrar no Campeonato Brasileiro e reverter um pouco a história do Colorado EC até ali, tentar quebrar a mística de não ganhar o Paranaense. O time investiu muito, mas não conseguiu pagar e a conta caiu em 1985, tanto que o Colorado EC ficou sem jogar na Vila Capanema por causa de bloqueio de contas”, relembrou o torcedor do Boca Negra.

Para Skroch, o último estadual disputado pelo Colorado EC já tinha situações que uma fusão poderia ocorrer. “Acredito que a fusão com o EC Pinheiros já deveria estar delineada, o Colorado EC em 1989 usou basicamente uma equipe júnior, não fez nenhuma contratação ou algum jogador que pudesse resolver, ficou em penúltimo e a classificação foi bem ruim. O Colorado EC caiu no chaveamento dos clubes grandes e a campanha dele foi bem fraca”, afirmou James. 

Placar da Vila Capanema mostrando o resultado de 3 a 1 para o Colorado EC sobre o Coritiba, na última partida da história do Boca Negra. Ao final do jogo, o Coxa buscou em empate em 3 a 3. Foto original: Gazeta do Povo. Reprodução: Arquivo do zagueiro Zequinha.

A partida final do Boca Negra aconteceu na Vila Capanema, contra o Coritiba e a partida terminou em 3 a 3, o empate salvou o Colorado EC do rebaixamento no estadual. Luisinho foi o jogador que marcou o último gol a favor do clube curitibano.

Os últimos gols feitos e sofridos pelo Colorado EC, no Campeonato Paranaense de 1989, no empate por 3 a 3 contra o Coritiba. Página: Grupo Helênicos.

Para James, o dia 20 de dezembro de 1989 foi bem estranho, pois não existia mais o clube que ele torcia. “Meio estranho, porque um dia tem o time e no outro não tem, fiquei meio naquela dúvida o que poderia acontecer, se iria dar certo a fusão, se o time ficaria com a sina do Colorado EC, de começar bem o campeonato e no final perdia a força, será que ia continuar assim, será que ia mudar, mas no Paranaense de 1990, deu para perceber que a história iria ser bem diferente”, enfatizou o torcedor.

Mesmo com a fusão, Skroch decidiu seguir na torcida pelo Paraná Clube, mas não tem como deixar o Colorado EC. “Sou 90% do Paraná e 10% do Colorado EC, não tem como apagar, tanto que até pesquiso a história do Colorado EC, dos clubes fundadores, então o Colorado EC sempre está nas minhas pesquisas”, destacou James Skroch.

Dos atletas que viu jogar, James enfatizou o camisa 10, Marinho como o maior jogador que vestiu a camisa do Boca Negra. O Marinho era um cara que pena de jogar em uma época que o Brasil era repleto de craques, era um camisa 10 a frente do tempo dele, um camisa 10 que hoje não consigo ver no futebol, era um maestro dentro de campo”, detalhou Skroch.

Além da final do Paranaense de 1980 e algumas partidas marcantes de 1984, James destacou a final do Paranaense de 1979, como um dos melhores jogso que viu do Colorado EC. “Colorado EC e Coritiba, no campo do Coritiba, me marcou muito primeiro quando cheguei no estádio, ele estava tomado, a torcida do Colorado EC tinha muita gente, era piá, levei uma bandeira, a entrada do time em campo, pareceu com jogos na Argentina, papel picado por tudo que era lado e a esperança de ser campeão, mas o Colorado EC perdeu e o jogo me marcou muito”, finalizou James Skroch.

Foto: Paiquerê AM.

Em breve, você acompanha a sequência dessa matéria especial com outros dois torcedores que contaram sobre a ausência do seu clube de coração.
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Jornalista, formado na Unopar em 2015. Nasci e moro em Londrina. Apaixonado por esportes. Gosto de praticar aquele futebolzinho de final de semana. Futebol não é apenas um esporte, mas sim uma forma de viver.

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