Sistema defensivo bate recorde, mas setor ofensivo do Londrina preocupa

Depois do segundo empate por 0 a 0 seguido fora de casa, diante do Goiás, o Londrina bateu um recorde defensivo histórico dentro do Campeonato Brasileiro da Série B, porém, o setor ofensivo da equipe começa a preocupar, principalmente por uma possível dependência de Dagoberto para balançar as redes. Com tempo para trabalhar até o próximo compromisso, o técnico Roberto Fonseca deverá olhar com mais carinho para o meio-campo e ataque.

Sem sofrer gols em cinco partidas seguidas, o sistema defensivo do Tubarão bateu um recorde histórico e é o maior período do clube dentro de uma Série B sem tomar gols. A marca ultrapassou a série de 1989, quando o Alviceleste ficou quatro partidas sem sofrer gols. Estes números só confirmam a boa fase vivida pela defesa do Londrina, que desde a chegada de Roberto Fonseca sofreu apenas nove gols em onze jogos.

O termo inglês “Clean Sheet” tradicional na Premier League, é utilizado para classificar os goleiros que ficaram mais jogos sem sofrer gols, assim desde a chegada de Fonseca, o Tubarão ficou seis partidas sem ter as redes balançadas. O número é ainda mais impressionante se for comparado com todo o 1º turno do Alviceleste, onde os arqueiros do clube paranaense ficaram apenas cinco vezes sem sofrer gols. Além disso, na primeira parte da competição, o Londrina sofreu 23 gols, já após a chegada de Roberto Fonseca, que combinou com o início do 2º turno, apenas nove gols sofridos.

Se um setor está bem, o ofensivo começa a preocupar o comandante do Londrina, isso porque o Tubarão fez quatro gols no últimos cinco jogos, mas não estufou as redes adversárias nas duas últimas partidas. Isso começa a mostrar uma dependência de Dagoberto para que o Alviceleste faça gols. O experiente atacante disputou 13 partidas nesta Série B, onde o clube fez 18 gols, sendo 12 de Dagoberto ou 66,6% dos tentos. Sem o artilheiro em campo, o Tubarão marcou 14 gols em 17 partidas. Ou seja, 56,2% gols gols marcados pelo Alviceleste tinham Dagoberto em campo.

O atacante Dagoberto marcou 56,2% dos gols do Tubarão enquanto esteve em campo. Foto: Gustavo Oliveira/ Londrina EC Oficial.

Em 11 partidas no 2º turno, o Londrina balançou as redes em 13 oportunidades e na 1º turno, foram 19 tentos. A média atual da equipe é maior por jogo do que na primeira etapa do campeonato. Pois naquele período, o Tubarão teve média de um gol marcado por partida. No 2º turno, a média Alviceleste é de 1,18 gols por partida. A preocupação da comissão técnica se dá pelo fato de o time estar a duas partidas sem fazer gols, uma sem Dagoberto e a outra com o atacante.

As opções para a posição contam com Dagoberto, Felipe Marques, Paulinho Moccelin e Jô, além de Safira que não joga mais nesta temporada por conta de uma lesão e Carlos Henrique, que está passando por treinos intensivos para melhorar a parte física. O atacante Paulo Henrique, que tem um gol na Série B, tinha contrato com o Londrina até dia 1º de outubro, mas pelo trabalho específico de Carlos Henrique, a diretoria estuda prolongar o contrato do centroavante até o final da competição.

A próxima partida do Tubarão será no sábado (13), às 21h, no Estádio do Café, contra o São Bento, pela 31ª rodada da Série B. Para este jogo, Roberto Fonseca terá as voltas do volante Jardel, que cumpriu suspensão automática e do atacante Jô, que havia sido expulso. Porém, o treinador do Londrina não terá o goleiro Vagner, que vai cumprir o terceiro cartão amarelo, Alan e Guilherme brigam pela posição.

Foto: Gustavo Oliveira/ Londrina EC Oficial.

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Jornalista, formado na Unopar em 2015. Nasci e moro em Londrina. Apaixonado por esportes. Gosto de praticar aquele futebolzinho de final de semana. Futebol não é apenas um esporte, mas sim uma forma de viver.

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