Segundona Paranaense 2018: saiba mais sobre os clubes participantes

O Campeonato Paranaense da Segunda Divisão tem início neste final de semana. A 54ª edição da começa neste sábado (10) e conta com dez equipes. Repetindo a fórmula da temporada passada, o certame será disputado em turno único na primeira fase, com nove rodadas, sendo jogos em meio e final de semana, com término previsto para o dia 25 de março. Na segunda fase, com oito equipes divididas em dois grupos no esquema: Grupo 1 (composto pelo 1º, 4º, 5º e 8º colocados); Grupo 2 (composto pelo 2º, 3º, 6º e 7º colocados), os times se enfrentam em turno e returno, com a primeira rodada no dia 1º de abril. Os campeões de cada grupo garantem o acesso à primeira divisão estadual de 2018 e se enfrentam em ida e volta nos dias 13 e 20 de maio na decisão do título da Segundona.

Neste ano, a Segundona Paranaense conta com a participação de Atlético Clube Paranavaí, Andraus Brasil, Cascavel Clube Recreativo, Iraty Sport Club, Operário e Portuguesa Londrinense, remanescentes, o campeão e o vice da Terceirona 2017, Independente São Joseense e Rolândia Esporte Clube, respectivamente – e o rebaixado da última temporada, PSTC Procopense. O Batel, terceiro colocado da Terceirona em 2017, ocupa a vaga do JMalucelli, rebaixado da elite, que desistiu das atividades no futebol profissional.

Saiba mais detalhes sobre as equipes participantes da Segundona Paranaense 2018 na matéria especial da equipe Redação em Campo:

 

ANDRAUS
Repórter: Barbara Borges

Nome completo: Clube Andraus Brasil
Alcunha: Gigante da Pedreira
Data de fundação: 20 de agosto de 2004
Cidade: Campo Largo
Estádio: Atílio Gionédis (propriedade Internacional Esporte Clube)
Endereço: Avenida Arlindo Chemin, 200.
Capacidade: 4.168 lugares
Títulos: Terceirona Paranaense (2014)

Andraus aposta em elenco jovem para a conquista do acesso

O Clube Andraus Brasil vem mais uma vez para a disputa da Segundona Paranaense querendo incomodar os adversários. Com foco na revelação de jogadores, o Gigante da Pedreira, tem entre os principais talentos revelados o atacante Diego Tardelli (ex-São Paulo, Atlético-MG), o meia atacante angolano Geraldo (ex-Coritiba), o atacante Antonio Flavio (ex-São Caetano, Santo André e AIK Stocolmo Suécia) e o zagueiro Douglão (ex-Braga Portugal, Kavalla da Grécia e Coritiba).

Para a temporada 2018, a equipe vem sob os comandos do técnico Kokan. No elenco, jovens atletas que prometem fazer frente aos adversários e chegar mais longe na competição.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

Em 2014 o clube conquistou seu grande título de Campeão da Terceira Divisão do Campeonato Paranaense. Na fase final da competição o clube enfrentou a equipe do Pato Branco EC. No primeiro confronto o Gigante da Pedreira perdeu a partida por 2 a 0. Já no segundo jogo, a equipe revidou e venceu por 3 a 1, conquistando o título do campeonato. Em 2015, disputando a Segundona, a equipe terminou na 8ª colocação, sem vencer em nenhuma rodada, mas continuando dentro da Divisão de Acesso. Já em 2016, a equipe terminou na 5ª colocação com 11 pontos dentro da tabela. Em 2017, o elenco terminou na 7ª colocação do campeonato.

Breve histórico do clube:

Um clube que já revelou vários talentos do futebol brasileiro, traça sua história se reerguendo no Campeonato Estadual. Em 2010 o clube disputou a Terceira Divisão do Paranaense e terminou em 4ª lugar. Em 2014, conquistou o título de campeão do campeonato. Desde então continuou disputando a Série Prata. Em 2015 participou da taça FPF e terminou na oitava colocação. Em 2016, no mesmo campeonato, conseguiu o segundo lugar da competição. Em 2017 o clube terminou em 7º lugar na Divisão de Acesso.

Esquema tático e provável escalação: 4-4-2 | Caio; Gustavo Vieira, Pedro, Gatti e Thomas; Cleverson, Marcio Damasceno, Giovani Capucho e Marcelo; Paulo e Hudson.
Técnico:
Kokan.

 

BATEL

Nome do clube completo: Associação Atlética Batel
Alcunha: Lobo
Data de fundação: 17 de março de 1951
Cidade: Guarapuava
Estádio: Waldomiro Gelinski
Endereço do Estádio: Rua São Paulo, 2650, Bairro dos Estados
Capacidade: 2 mil lugares
Títulos: Sem títulos profissionais

Batel projeta ascensão após ganhar vaga na Segundona

Terceira colocada na Terceira Divisão de 2017, a Associação Atlética Batel foi premiada com uma vaga na divisão acima no último dezembro. Com a desistência do JMalucelli, a equipe foi convidada pela Federação Paranaense de Futebol e é uma das dez participantes nesta temporada.

Sob o comando do técnico Marcelo do Ó, o elenco realiza a pré-temporada desde o início do ano e enfatizou os trabalhos físicos. Na reta final, em busca de um padrão de jogo, os treinamentos táticos foram prioridades em Guarapuava. O último teste do time antes da estreia foi contra o Toledo, que disputa a elite, e terminou empatado em 1 a 1.

Com o objetivo inicial de não sofrer riscos na Segunda Divisão para então poder se estruturar melhor no próximo ano, o Batel aposta na mescla entre experiência e juventude para assim manter um equilíbrio ao longo da competição.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

Alternando entre a Segunda e Terceira Divisão nos últimos anos, o Batel acumula altos e baixos. Em 2014, em um campeonato muito equilibrado na Terceirona, o Lobo de Guarapuava terminou na terceira colocação, com a mesma pontuação dos dois primeiros que garantiam o acesso. Em situação semelhante à 2017, um time pediu licenciamento e abriu uma nova vaga na Segunda Divisão, coroando assim a boa campanha.

Já na Divisão de Acesso, em 2015, o resultado não foi bom. Apenas um ponto conquistado em nove partidas com um aproveitamento de 4%, o rebaixamento foi uma consequência. O retorno na Terceira Divisão foi com uma campanha mediana, terminou na sexta colocação em 2016. No ano passado a equipe foi melhor. Após terminar a primeira fase na terceira colocação, foi eliminada na semifinal pelo Independente São Joseense, e fechou o campeonato em terceiro, mas com a desistência do JMalucelli herdou o lugar.

Breve histórico do clube

Fundado em 1951, o Batel é um dos clubes mais velhos em atividade no Estado do Paraná. O time de Guarapuava possui uma torcida presente, mas que já não comemora há algum tempo. A última participação do Lobo na Primeira Divisão aconteceu em 2000, onde terminou na penúltima colocação com apenas duas vitórias em onze partidas. As principais campanhas na elite aconteceram em 1994 e 1995, quando o time fechou o campeonato na sexta colocação e ainda disputou o Campeonato Brasileiro da Série C.

Esquema tático e provável escalação: 4-3-3 | Doni; Josimar, Sávio, Anderson e Matheus do Ó; Álvaro, Dan e Ricardinho; Araxá, Roque e Hudson.
Técnico: Marcelo do Ó.

 

CASCAVEL CR
Repórter: Barbara Borges

Nome completo: Cascavel Clube Recreativo
Alcunha: Serpente, Tricolor do Oeste
Data de fundação:  17 de dezembro de 2001
Cidade: Cascavel
Estádio: Olímpico Regional Arnaldo Busatto.
Endereço: Rua Tito Mufatto, 300, Cascavel.
Capacidade: 34 mil lugares
Títulos: Terceirona Paranaense (2015)

Mesclando experiência e juventude, CCR busca melhores resultados

Desde o começo do ano de 2018, o clube trabalha para a melhor avaliação física dos jogadores. Com treinos e jogos amistosos, a equipe segue em treinamento para o inicio da temporada. O elenco conta com jogadores remanescentes de 2017 e também com atletas da categoria Sub-19. Alguns nomes conhecidos estão de volta ao CCR como o zagueiro Bruno Van Dal e o goleiro Enéas.

No dia 22 de janeiro, a equipe fez seu primeiro amistoso contra a equipe do Toledo Esporte Clube com um empate de 0 a 0. No dia 25, o Cascavel CR fez mais um jogo treino contra a equipe do Foz do Iguaçu. No confronto as equipes saíram no empate de 2 a 2. Na sequencia, o elenco se prepara para iniciar os trabalhos no campeonato da Divisão de Acesso.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

Desde 2014, o clube mostrou reestruturação na construção e distribuição de verbas, fazendo com que a equipe prosseguisse evoluindo nos campeonatos. Em 2014 a equipe disputou a Terceira Divisão do Paranaense, terminando na 6ª colocação. No ano seguinte o clube conquistou o seu primeiro título na história. Em um jogo contra o Cambé, a equipe venceu a primeira partida pelo placar de 4 a 3 e empatou a segunda em 0 a 0, com isso se consagrou campeão da competição e voltou para a Divisão do Acesso do Paranaense. Em 2016 a equipe terminou em 8º lugar da Segundona, e no ano seguinte encerrou na 6ª posição do campeonato.

Breve histórico do clube:

O Cascavel Clube Recreativo foi fundado no ano 2001, aderindo as cores branco, vermelho e azul. No primeiro ano de disputa, a equipe ficou no terceiro lugar da Segundona Paranaense, onde conquistou o seu primeiro acesso a elite no futebol. Nessa temporada não conseguiu destaque e foi rebaixado novamente para a Série B. Em meios a dificuldades, o clube manteve um tempo para recuperar as verbas que necessitava para a competição. Em 2004 e em 2005 a Serpente não conseguiu sucesso para voltar a disputar a elite paranaense. Em 2006, a equipe seguiu para a primeira divisão e se manteve durante quatro anos. Em 2011 o clube terminou na ultima colocação do Paranaense onde foi marcado o seu rebaixamento. Em 2012, a equipe passou por momentos conturbados. No final do campeonato a equipe terminou na 5ª colocação, porém devido à escalação de jogadores irregulares, o tricolor perdeu seis pontos, com isso aconteceu o rebaixamento para a Terceirona. Em 2015, depois da reestruturação, o clube marcou a volta a Divisão de Acesso com o primeiro título de sua história, sendo campeão da Terceirona Paranaense.

Esquema tático e provável escalação: 4-4-2Enéas; Biro, Hismael, Bruno Van Dal e Gilberto; Diego, Ronaldo, Wanderlan e Linik; Vitinho e Maurício.
Técnico:
Agenor Piccinin

 

INDEPENDENTE SÃO-JOSEENSE
Repórter: Patricia Zeni

Nome completo: Independente Futebol São-Joseense
Data de fundação:  22 de maior de 2015
Cidade: São José dos Pinhais
Estádio: Municipal do Pinhão
Endereço: Rua Antônio Môro, 290, Costeira
Capacidade: 6 mil lugares
Títulos: Terceirona Paranaense (2017)

Independente São-Joseense quer surpreender na Segundona

Vindo do acesso e do título da Terceira Divisão após dois anos de fundação e disputa da última divisão do campeonato estadual, o representante da cidade de São José dos Pinhais, comandado pelo ex-zagueiro Ageu Gonçalves desde o princípio, entra na competição com o objetivo de se manter na divisão e, quem sabe, surpreender como o CE União, que ficou apenas um ano e conseguiu o acesso à divisão principal.

Alguns jogadores que fizeram parte do elenco no ano passado, como Sotto, Lucy, Marques, Ardley e Jader continuam no time. Mandando os jogos no Estádio do Pinhão, em São José dos Pinhais, o clube busca aumentar sua identificação com a cidade-sede e assim atrair cada vez mais torcedores.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

O São Joseense estreou no futebol profissional em 2016, disputando a Terceira Divsão, um ano após a fundação, e conquistou a terceira posição geral, com 33 pontos, 10 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, ficando atrás de CE União e Iraty, que subiram de divisão. Já no segundo ano chegou à final e conquistou o acesso para a Segundona e também o título da Terceirona, vencendo o Rolândia Esporte Clube.

Breve histórico do clube:

Na campanha vitoriosa de 2017, a equipe começou aplicando uma goleada de 6 a 0 em cima do Nova Fátima e teve como artilheiro Robinho, que marcou quatro somente nessa partida, finalizando o campeonato com nove gols, mais do que qualquer outro jogador na competição. O técnico da equipe, Ageu, já atuou por Paraná Clube, Iraty e Cianorte, conquistando quatro títulos estaduais e a Copa João Havelange, com o Tricolor da capital. O autores dos gols nas finais da Terceirona, Lucy e Sotto seguem na equipe para esse ano.

Esquema tático e provável escalação: 4-4-2 | Carlinhos; Marques, Neto, João e Stephan; Jader, Sotto, Lucy e Evandro; Everton e Paulo Vitor.
Técnico: Ageu Gonçalves.

 

IRATY
Repórter: Barbara Borges

Nome completo: Iraty Sport Club
Alcunha: Azulão
Data de fundação: 21 de abril de 1914
Cidade: Irati
Estádio: Coronel Emílio Gomes
Endereço do Estádio: Avenida Vicente Machado, 966
Capacidade: 8 mil lugares
Títulos: Campeonato Paranaense (2002) | Segundona Paranaense (1993) | Campeão do interior (1998, 2002, 2005 e 2010).

Iraty quer ir mais longe em 2018

O ano de 2018 começou cheio de novidades para a equipe do Iraty. Para a preparação durante a pré-temporada o elenco participou de amistosos contra as equipes do Atlético-PR, Joinville, Londrina, Grecal e Prudentópolis. Além dos jogos-treinos, o clube reforçou a lista de jogadores contratados, dentre eles estão os goleiros Fabrício Siqueira Macedo e Felipe Paranhos Lourenço, os zagueiros Wesley Costa do Santos (Roque) e Richard Gomes da Silva, o lateral-direito e meia Caique Mendes, o lateral-esquerdo Luis Henrique Gonçalves, os volantes Alexandre Pires Oliveira, Bryan Juliano e Luciano Lino e o meia-atacante Sebastião Lourenço da Silva Neto. Além disso, o clube anunciou a contratação do novo técnico que vai dirigir a equipe do Azulão durante o ano, Adriano Kanaã.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

Em 2012, o Iraty não conseguiu uma boa campanha no Campeonato Paranaense e acabou vencendo apenas uma partida, sendo assim rebaixado para a Segundona. Com isso, a equipe se desligou das competições profissionais para se reorganizar financeiramente e estruturalmente. Apenas em 2016 o clube voltou aos gramados, mas disputando a terceira divisão do Paranaense, sendo estipulado pela Federação Paranaense de Futebol. Neste ano a equipe terminou na segunda colocação e conseguiu acesso para a segunda divisão. Em 2017, o clube terminou na terceira colocação da tabela da Divisão de Acesso.

Breve histórico do clube:

O primeiro marco da equipe foi conquistado em 1993, quando foi consagrado campeão da Segunda Divisão do Paranaense, se classificando assim para disputar a elite do futebol. Em 1998 foi declarado campeão do interior, e ficou na 4ª colocação do estadual. Em 1999 o clube não repetiu a boa campanha, e acabou caindo para a Segundona. Em 2000, se reergueu e ficou com o vice-campeonato, voltando a disputar a Primeira Divisão. Em 2002 conquistou o grande título do Campeonato Paranaense e assim seguiu firme na elite do futebol. Apenas em 2012 o clube acabou se desorganizando e com isso veio o rebaixamento. A partir disso, decidiram dar uma pausa para se restabelecer. Em 2016 o clube voltou para a disputa dos campeonatos profissionais onde seguem até o ano atual.

Esquema tático e provável escalação: 4-4-2 | Felipe; Borró, Juan, Roque e Rafael; Maguila, Almeida (Romarinho), Peterson; Alysson Cordeiro e Mateus Rebé.
Técnico: Adriano Kannã

 

 

OPERÁRIO FERROVIÁRIO
Repórter: Bruno Stadler

Nome completo: Operário Ferroviário Esporte Clube
Alcunha: Fantasma, Alvinegro de Vila Oficinas
Data de fundação: 1º de maio de 1912
Cidade: Ponta Grossa
Estádio: Germano Krüger
Endereço do Estádio: Rua Padre Nóbrega, 265, Oficinas
Capacidade: 8.832 lugares
Títulos: Campeonato Brasileiro – Série D (2017) | Taça FPF (2016) | Campeonato Paranaense (2015) | Segundona Paranaense (1969)

Operário espera temporada sem sustos para retornar à elite estadual

Em 2017, o Operário fez o improvável. No primeiro semestre, o Fantasma foi eliminado de maneira frustrante da Segundona Paranaense. A disputa da Série D, no segundo semestre, não levantava grandes expectativas. Mas o clube conseguiu dar a volta por cima e salvar parte do ano ao conquistar seu primeiro título nacional. Agora, o Alvinegro quer concluir o objetivo que deixou em aberto no ano passado.

O Operário conta com um elenco praticamente fechado para a Série C do Campeonato Brasileiro. Por conta disso, é natural que o time assuma um protagonismo na Segundona. Mas se engana quem pensa que o Fantasma está com a certeza de que o acesso virá. Para o clube, o Estadual é prioridade e deve ser tratado com cautela. “Temos que estar bem focados na Segundona. O campeonato é duro e o Operário mais uma vez entra como favorito. Temos que saber conviver com esse favoritismo e não menosprezar nossos adversários. Vai ser uma competição difícil novamente”, avalia o técnico Gerson Gusmão.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

Num período recente, o Fantasma tem mostrado bastante inconsistência em suas campanhas estaduais. Em 2014, o time ainda figurava na primeira divisão do Campeonato Paranaense e brigou para não cair. Depois de uma campanha ruim na primeira fase, o Alvinegro se livrou do rebaixamento na disputa do torneio da morte.

O ano seguinte foi de muitas alegrias para o torcedor. O Operário fez uma campanha sólida na primeira fase e foi praticamente perfeito no mata-mata para conquistar seu primeiro estadual. Isso aumentou muito a expectativa para 2016, mas o clube acabou pecando nas contratações e foi rebaixado para a Segundona. Em 2017, com um elenco fortificado pela disputa da Série D, a tendência era que o Fantasma retornasse à elite, mas um fraco desempenho na segunda fase da segunda divisão adiou os planos da direção.

Breve histórico do clube:

O Operário é o segundo time mais antigo do Estado do Paraná. No entanto, as maiores glórias alcançadas pelo Fantasma são recentes. Antes do título estadual de 2015, o Alvinegro havia alcançado a decisão do Campeonato Paranaense em 14 oportunidades. Acabou derrotado em todas. No entanto, vale destacar que algumas destas decisões não foram disputadas. Os times de Curitiba, em algumas edições do certame, se negaram a jogar a final ao se depararem com o Operário na final do torneio. Na época, a federação deu o título aos clubes da capital. A nível nacional, o destaque do time ponta-grossense é o quinto lugar na Série B de 1990.

Esquema tático e provável escalação: 4-4-2 | Simão; Danilo Báia, Sosa, Alisson e Peixoto; Chicão, Índio (Erick), Athos (Robinho) e Cleyton; Lucas Batatinha e Schumacher.
Técnico: Gerson Gusmão.

 

AC PARANAVAÍ
Repórter: Patricia Zeni

Nome completo: Atlético Clube Paranavaí
Alcunha: Vermelhinho do fim da linha, ACP, Vermelhinho
Data de fundação: 14 de março de 1946
Cidade: Paranavaí
Estádio: Municipal Waldemiro Wagner
Endereço: Avenida Presidente Tancredo Neves, Centro
Capacidade: 25 mil lugares
Títulos: Campeonato Paranaense (2007) | Segundona Paranaense (1967, 1983, 1992)

Após reestruturação, Vermelinho quer voltar à elite

Para a temporada 2018, o Paranavaí passou por reestruturação após quase conquistar o acesso na temporada passada, com nova empresa, nova diretoria e novo comando, os novos administradores levaram Fernando Alcântara para ser o treinador. Os jogos treinos realizados durante a temporada serviram para o comandante conhecer a equipe, com novos reforços, mesclando jogadores novos e também experientes. Na preparação, o ACP encontrou dificuldades em marcar jogos treino e os testes foram contra times amadores da região. Enfrentando empecilhos desde a disputa da Segundona ano passado, o objetivo da equipe é retornar à primeira divisão, competição que não disputa desde a temporada de 2013 e que conquistou no ano de 2007.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

Rebaixado no Estadual de 2013, desde 2014 o ACP disputa a Segundona, nesse ano ficou na segunda fase, com a sexta posição geral. Em 2015 quase subiu, perdeu na semi final para o Toledo e conseguiu a terceira posição da competição. No ano seguinte caiu já na segunda fase, para o Cianorte, porém perdeu nove pontos por escalação de jogador irregular e ficou na última posição, não foi rebaixado pois o Cambé desistiu da disputa. Na temporada de 2017 bateu na trave mais uma vez, ficou na segunda colocação do Grupo B na segunda fase e perdeu para o Maringá a oportunidade de subir e disputar a final.

Breve histórico do clube:

O ACP participou de competições nacionais como a Taça de Bronze, em 1981, e do Brasileirão em 1998 e 2007, e da Copa do Brasil, em 2004 e 2008. A classificação para a CB foi conquistada pelo título da principal divisão do Estadual, em 2007, quando venceu o Paraná Clube na final. Esse título deu ao Vermelhinho o primeiro título de uma equipe do interior desde 1977, quando o Grêmio Maringá foi campeão. O clube bateu na trave em 2003, quando chegou à final de forma invicta mas foi derrotado pelo Coritiba numa das finais e empatou a outra.
O goleiro Vanderlei, atualmente no Santos, foi titular na campanha do título em 2007 e é um dos ídolos do clube.

Esquema tático e provável escalação: 4-4-2 | Romero; Magno, Cezar, Murilo (PV) e Maurin; Diego, Damião, Hércules e Gustavo (João Pedro); Robson e Macedo.
Técnico: Fernando Alcântara

 

PORTUGUESA LONDRINENSE
Repórter: Henrique Frigo

Nome completo: Associação Portuguesa Londrinense
Alcunha: Lusinha
Data da Fundação: 14 de maio de 1950
Cidade: Londrina
Estádio: Estádio do Café
Endereço do Estádio: Av. Henrique Mansano, 889 – Jardim Alpes
Capacidade: 28 mil lugares
Títulos: Segundona Paranaense (2006) | Citadino de Londrina (2002 e 2006)

Sob novo comando, Portuguesa Londrinense busca retorno à Primeira Divisão

Mesmo com uma grade forte de equipes concorrendo as duas vagas à elite do futebol paranaense, a Lusinha não vai medir esforços para ficar com uma na não. Uma das principais mudanças para esta temporada está no banco de reservas, Knário deixou o comando da equipe após um longo período, no seu lugar chegou Marcos Sá, que tem produzido uma mistura de jovens talentos e outros mais experientes para atingir o ponto certo de uma equipe preparada. Um dos maiores desafios fica na parte financeira em que o clube vive, porém o discurso de superar os obstáculos está cada vez mais forte. 

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

No ano de 2014 a Portuguesa disputou a Terceira Divisão, terminou ma quarta posição com vinte pontos, mas mesmo assim conseguiu o acesso à Segundona Paranaense. Na temporada seguinte, em 2015, a Lusinha acabou eliminada nas quartas de final pelo Paranavaí, após uma derrota por 2 a 1 no placar agregado. Já em 2016 o acesso ficou perto. Após terminar a primeira fase na quarta colocação, a Portuguesa eliminou o Andraus nos pênaltis e avançou à semifinal. Na briga direta por uma vaga na elite, a Lusa não conseguiu passar pelo Cianorte e perdeu por 3 a 1 na soma dos dois jogos.

Na última temporada, em 2017, a luta na primeira fase foi contra o rebaixamento, escapou por um ponto e assim avançou para segunda fase na oitava colocação. Na fase de grupos, o clube ainda perdeu quatro pontos por escalação irregular e não conseguiu vencer nos seis jogos disputados.

Breve histórico do clube:

Fundada em 1950, o seu nome original foi Associação Atlética Portuguesa e continuou sendo utilizada até 1997 quando passou a se chamar Associação Portuguesa Londrinense. Em 1998 chegou à Terceira Divisão e no ano seguinte foi vice-campeã da Segunda Divisão, mesma colocação em 2001. Já em 2002 e 2003 a equipe esteve presente na principal elite do Paraná.

Rebaixada à Segundona, a Lusinha ficou até 2006, ano em que levantou a taça da Divisão de Acesso, conquistando seu primeiro título profissional. Nos últimos dez anos a equipe alternou entre as três séries do futebol paranaense, e desde 2014 disputa a Segunda Divisão. 

Esquema tático e provável escalação: 4-3-3 | Matheus; Victor; Germano, Henrique e Pedro; Anderson, Luan e Dedei; Moreto, Kiko e Moura.
Técnico: Marcos Sá.

 

PSTC PROCOPENSE
Repórter: Henrique Frigo

Nome completo: Paraná Soccer Technical Center
Alcunha: Leão do Norte
Data da Fundação: 15 de agosto de 1994
Cidade: Cornélio Procópio
Estádio: Estádio Municipal Ubirajara Medeiros
Endereço do Estádio: Av. Barão do Rio Branco, Vila Independência
Capacidade: 6 mil lugares
Títulos: Segundona Paranaense (2015)

De volta à Segundona, PSTC quer reencontrar a elite

Após dois anos disputando a Primeira Divisão do Campeonato Paranaense, o Leão do Norte vai em busca para se reabilitar e retornar ao principal grupo de clubes do Paraná. Com a receita de força total e um bom preparo, o PSTC luta por uma das duas vagas de acesso. O técnico Reginaldo Vital foi mantido no comando da equipe e é um dos destaques do clube. Depois de boas campanhas em 2015 e 2016, a sequência e o já conhecimento do time são algumas apostas do Leão.

Os jogos em casa podem ser um grande porte para conquistar as vitórias e fazer o Leão cada vez maior, com treinos em dois períodos, o elenco quer chegar o mais preparado possível. A direção tem apostado no coletivo dos garotos e no trabalho em equipe pode gerar bons resultados.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

A parceria com o município de Cornélio Procópio em que o transformou em PSTC Procopense, em 2013, segue até hoje. No primeiro ano na nova cidade, a equipe realizou uma boa campanha na Segundona, mas terminou na quarta posição e não alcançou as fases finais da competição. Já no ano seguinte, a ponte para a elite do futebol paranaense chegou de forma ilustra e invicta, sendo campeão paranaense da Segunda Divisão.

Em 2016, foi o ano que se aproximou ainda mais do torcedor, quando chegou até a final do Título do Interior e ficou com o vice após a decisão com o Londrina. Na partida no Estádio Ubirajara Medeiros, em Cornélio Procópio, a torcida apoiou o time em grande número. Já em 2017 as lembranças não são boas, com uma campanha fraca, o PSTC acabou rebaixado para a Segundona.

Breve histórico do clube:

Conhecido e certificado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por ser um time revelador de craques, o PSTC foi fundado em 1994 por um grupo de empresários com a intensão de criar um centro esportivo em Londrina. A profissionalização do clube só aconteceu em 2010.

O Leão do Norte acumula alguns títulos nas competições de base do futebol paranaense, porém o maior destaque estão nos jogadores revelados pelo clube e que chegaram à grandes equipes do futebol mundial. Um dos exemplos é o meio-campo Kléberson, campeão brasileiro pelo Atlético-PR e mundial pela Seleção Brasileira em 2002. Além de Kléberson, Dagoberto, Fernandinho, Jádson e Rafinha são alguns que surgiram no PSTC.

Esquema tático e provável escalação: 4-4-2 | Bruno; Romário, Júlio César, Daniel e Lucas; Luan, Wesley, Alex e Diogo; Flávio e Rodrigo.
Técnico: Reginaldo Vital.

 

ROLÂNDIA EC
Repórter: Henrique Frigo

Nome completo: Rolândia Esporte Clube
Alcunha: REC
Data da Fundação: 11 de junho de 1973
Cidade: Rolândia
Estádio: Estádio Erick George
Endereço do Estádio: Av. Castro Alves, 1941 – Centro
Capacidade: 2.200 lugares
Títulos: Sem títulos profissionais

Caçula no futebol profissional, REC não quer perder tempo

Depois de anos disputando campeonatos amadores, o Rolândia Esporte Clube se profissionalizou em 2017, e loho no primeiro ano conseguiu o acesso à Segundona Paranaense após terminar na segunda colocação na Terceira Divisão. O ano de 2018 promete para o REC, o time do Norte do Paraná está desde dezembro de 2017 em treinamento, para assim pode ter a chance de chegar à elite do futebol paranaense pela primeira vez.

Por isso, o clube está investindo para conquistar o principal objetivo e não passar despercebido, sete novos atletas chegaram ao time e outros sete foram promovidos da base, dentre eles nove são de posições ofensivas. Com foco e determinação, o REC quer continuar surpreendendo e escrevendo bons capítulos em sua recente história no futebol paranaense.

Desempenho nos Estaduais de 2014 a 2017:

Com a profissionalização na última temporada, o REC participou do primeiro campeonato oficial em 2017 e terminou a primeira fase da Terceirona na primeira colocação, com 75% de aproveitamento (foram 18 pontos conquistados, 8 jogos, 5 vitórias, 3 empates sem nenhuma derrota).

Na segunda fase, a semifinal, a equipe de Rolândia eliminou o Verê FC após vencer os dois jogos e garantiu o acesso e uma vaga na final da competição. Na decisão contra o Independente São-Joseense o time conheceu as duas primeiras derrotas no campeonato e acabou com o vice, porém com a promoção garantida.

Breve histórico do clube:

O Rolândia Esporte Clube, ou mais conhecido como REC, foi fundado em junho de 1973. Um time amador que por anos representou a cidade de Rolândia, situada no norte do Paraná. Participou de vários campeonatos amadores. Já em 2017 se profissionalizou e iniciou os trabalhos nas competições licenciadas pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). A primeira disputa foi a Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, onde logo na primeira temporada conquistou o acesso à Segundona. Com a empolgação em alta, atualmente a expectativa é de continuar subindo, para o quanto antes estar na Primeira Divisão.

Esquema tático e provável escalação: 4-3-3 | Alifer; Wesley, César Bera, João Pedro e Felipe; Bruno Henrique, Gabriel e Paulinho; Edinan, Douglas Henrique e Alemão.
Técnico: Rubens Sanches.

 

Foto: Robson Vilela/Redação em Campo

*Atualizado às 22:34 de 09/02/2018

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Para consolidar lide
Paraná vai em busca

CEO & Founder do Redação em Campo. Jornalista pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), especialista em Marketing e Jornalismo de Internet. Mestranda em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Curitibana, rock n' roll, viciada em futebol de segunda divisão, fã de tecnologia e do Millonarios FC.

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