17 de October de 2017 12:22:04

Priorizando Libertadores, Atlético-PR fecha Estadual em baixa

O Atlético-PR não conseguiu o bicampeonato do Estadual, o Furacão ficou com o vice após perder no placar agregado para o rival Coritiba por 3 a 0. O jogo de volta foi disputado no último domingo (7), e o empate sem gols no Couto Pereira confirmou o título para o Coxa. O Campeonato Paranaense foi utilizado como laboratório para o Atlético, que desde o início priorizou a disputa da Libertadores.

Com um time alternativo, comandado pelo auxiliar Bruno Pivetti, os garotos do Furacão representaram a equipe na primeira fase, jogando nas primeiras nove rodadas. O início foi com desconfiança, mas uma vitória por 2 a 0 no Atletiba aumentou a motivação do time e da torcida. Aos poucos os titulares foram utilizados, e oficialmente estrearam na nona rodada no empate em 1 a 1 com o JMalucelli e também fecharam a primeira fase na derrota por 1 a 0 para o Paraná Clube. Com apenas duas vitórias, seis empates e três derrotas, o time encerrou a primeira fase na oitava posição, conquistando a última vaga.

Weverton foi um dos envolvidos na confusão após o jogo com o Paraná Clube. Foto: Willian Gomes/Redação em Campo.

Por ser o oitavo, o Furacão encarou nas quartas de final o Paraná, que ficou em primeiro. No jogo de ida, na Arena, vitória por 1 a 0, gol de Eduardo da Silva. Precisando apenas do empate na segunda partida, o time segurou o 0 a 0 com o Tricolor na Vila Capanema, mas o que ficou marcado no jogo foi a confusão entre os jogadores das duas equipes após o apito final.

Na semifinal, mais um jogo difícil, contra o Londrina. E, novamente, o time conseguiu ficar em vantagem no primeiro duelo, triunfo por 2 a 1 na Arena da Baixada. Na semana que antecedeu a partida de volta teve polêmica. O Atlético pediu que o jogo fosse marcado para sábado devido aos jogos pela Libertadores, porém o Londrina negou e a Federação manteve o jogo para domingo, decisão que irritou a cúpula atleticana, que entrou em campo com o time alternativo. Em partida movimentada, a equipe perdeu no Estádio do Café por 2 a 1, levando a decisão para os pênaltis, mas garantiu a vaga com 100% de aproveitamento nas cobranças.

A grande final foi a reedição de 2016, clássico Atletiba. Assim como no último ano, a primeira partida foi em casa, porém o resultado o contrário, derrota por 3 a 0. O técnico Paulo Autuori utilizou o time principal, e o revés sofrido teve um impacto negativo na relação com a torcida. Para o jogo de volta, comissão técnica e jogadores declaravam a dificuldade para reverter o placar, e buscavam encerrar a competição com dignidade. No empate em 0 a 0, o treinador optou por uma escalação mesclada entre o time principal e alternativo.

Ao todo foram 17 partidas disputadas, com 4 vitórias, oito empates e cinco derrotas. O time marcou 16 gols, com Matheus Anjos sendo o artilheiro da equipe com quatro gols. A defesa foi vazada em 15 oportunidades.

Melhor média

Assim como em 2016, o Atlético teve a melhor média de público do Campeonato Paranaense. Em 9 jogos, a média foi de 12.863 torcedores por partida. O maior público na Arena da Baixada foi no primeiro jogo da final, quando 26.145 pagantes foram registrados. Já a partida com o menor número de torcedores pagantes foi no empate sem gols contra o Toledo pela primeira fase, 5.336 torcedores.

Futuro

Com o encerramento do Estadual, o Furacão segue o ano com a disputa da Copa do Brasil, Série A e a Libertadores, sendo que na competição internacional o time precisa de uma vitória na próxima e última rodada da fase de grupos contra a Universidad Católica, no Chile. Se for eliminado mas terminar em terceiro no grupo, o clube ganha uma vaga nas fases finais da Copa Sul-Americana.

Fotos: Willian Gomes/Redação em Campo.

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Formado em Jornalismo e Letras, estou no Redação em Campo desde 2013 e atualmente exerço a função de Coordenador de Jornalismo. Também sou professor de Língua Portuguesa.

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