Com grande dose de emoção, Operário vence Cuiabá e é campeão da Série C

Não faltou emoção na final da Série C do Campeonato Brasileiro. Depois de um apagão que paralisou a partida por uma hora e meia, o Operário bateu o Cuiabá por 1 a 0 e ficou com a taça do campeonato. O gol do Fantasma foi marcado por Bruno Batata, mas quem roubou a cena da noite foi o goleiro Simão. Em pelo menos três oportunidades, o arqueiro do Alvinegro realizou defesas indescritíveis – que ajudaram o time a segurar o resultado.

O Operário agora certifica ainda mais a boa fase recente como a melhor de sua história. O time tem ao todo, cinco títulos em quatro anos – incluindo dois nacionais consecutivos. Além disso, o Fantasma foi a primeira equipe da história a conseguir vencer a Série D e a Série C em anos seguidos.

Apagão no início paralisa partida por 90 minutos

Os 90 minutos do jogo Operário e Cuiabá reservavam um grande espetáculo para os espectadores e amantes do futebol. Mas isso não se confirmou em campo. Pelo menos não nos primeiros 90 minutos. Isso porque a energia caiu em parte dos refletores da Arena Pantanal aos 3 minutos do primeiro tempo, e a partida ficou paralisada durante uma hora e meia.

Depois de sucessivas tentativas de recuperar o abastecimento de energia elétrica no estádio, os engenheiros e técnicos responsáveis pelo suporte da Arena Pantanal conseguiram ligar os refletores. Os jogadores e a equipe de arbitragem então refizeram o aquecimento e a partida foi retomada.

Operário se defende, mas também tem chances; Simão é o destaque do primeiro tempo

O Fantasma mostrou bastante respeito ao adversário no início de jogo. O time esperava bastante as ações do Cuiabá para tentar tomar providências. Isso proporcionou uma série de ataques perigosos ao Dourado, que também era atacado quando falhava na frente.

Depois de criar algumas oportunidades em bolas alçadas para a área e esbarrar nos cortes de Simão, o Cuiabá enfim teve uma boa chance. Aos 19 minutos, Danilo cruzou na medida para Jenison, que cabeceou para o chão e viu o goleiro do Operário praticar um milagre. A jogada seguinte marcou a primeira boa chance do Fantasma. Alê tinha a bola dominada na área, mas se embolou. Cleyton conseguiu o roubo e bateu de primeira, mas mandou por cima do gol.

Aos 22 minutos, o time da casa teve outra boa chance. Eduardo Ramos lançou a bola para a área, e Adriano Pardal, de primeira, mandou para fora. Após isso, as duas equipes equilibraram as ações no meio, e poucas oportunidades foram criadas.

Depois de um período de quinze minutos de alternância de posse de bola, a objetividade voltou para os dois times. Aos 43 minutos, Bruno Batata brigou na frente com dois marcadores e conseguiu passar para Cleyton. O meia avançou com liberdade e chutou forte, mas mandou por cima do gol. Mas a melhor chance da primeira etapa foi a última. Aos 46, Danilo cobrou lateral direto para a área, ninguém cortou e Adriano Pardal finalizou da pequena área. Simão abriu os braços, tentando fechar o chute, e desviou com o pé esquerdo para manter a igualdade no placar até o intervalo.

Fantasma marca no fim, e Simão confirma noite iluminada para dar título ao Operário

No intervalo, Itamar Schülle determinou a saída de Hiltinho, que deu lugar a Doda, para tentar dominar as ações no setor de criação. A medida até apresentou sucesso, mas Gerson Gusmão também realizou uma mudança para corrigir o posicionamento: Dione deixou o campo para a entrada de Serginho Paulista.

Se eficiência era o objetivo do Operário, pode-se afirmar que a substituição foi um sucesso. Três minutos após a troca, o Fantasma encaixou grande contra-ataque. Quirino escapou pela esquerda e finalizou cruzado. Victor Souza fez o possível para defender, mas a bola caiu nos pés de Bruno Batata, que empurrou para o gol vazio e abriu o placar para o Alvinegro.

Com a vantagem no placar, o time ponta-grossense passou a priorizar a defesa. O Cuiabá se lançou todo o ataque, passando a dominar as ações. Aos 18 minutos, veio a primeira grande chance da segunda etapa para o Dourado. Doda partiu com a bola dominada na entrada da área e chutou, mas mandou a centímetros da trave esquerda de Simão.

Com os espaços deixados pelo adversário, o Operário começou a apostar nos contra-ataques. Aos 33 minutos, Robinho bateu cruzado da esquerda, acertando a rede pelo lado de fora. Outra boa chance aconteceu aos 37, quando Bruno Batata recebeu de Cleyton, mirou no ângulo, e mandou perto da trave de Victor Souza.

O drama ficou mesmo pro final. Mas o herói tinha nome e sobrenome: Simão Bertelli. Aos 46 minutos, Danilo bateu da entrada da área com veneno, e o goleiro do Operário fez um milagre para salvar. Na sequência, Eduardo Ramos testou o goleiro do Fantasma, que novamente interviu. A jogada foi finalizada quando Alê chutou cruzado, Rodrigo cortou e a bola bateu na trave antes de sair. Simão ainda foi responsável por segurar o placar mais uma vez. Após cruzamento, Ednei cabeceou e o arqueiro saltou no centro do gol para mandar para escanteio. O Cuiabá não conseguiu mais buscar o gol, e a taça viaja com o elenco alvinegro para Ponta Grossa nesta madrugada.

FICHA TÉCNICA
CUIABÁ 0 X 1 OPERÁRIO

Cuiabá: Victor Souza; Jean (Bruno Alves), Ednei, Edson Borges e Danilo; Alê, Marino, Hiltinho (Doda) e Eduardo Ramos; Adriano Pardal (João Carlos) e Jenison.
Técnico: Itamar Schülle

Operário: Simão; Léo, Sosa, Alisson e Peixoto (Rodrigo); Chicão, Erick, Cleyton e Dione (Serginho Paulista); Quirino (Robinho) e Bruno Batata.
Técnico: Gerson Gusmão.

Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).
Data/Horário: 22/09/2018, às 19h.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (FIFA-RJ).
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ).

Público/Renda: 41.311 total | R$ 558.255,00.
Cartões Amarelos:
Eduardo Ramos, Ednei e Alê (Cuiabá). Simão (Operário).
Gols: Bruno Batata, aos 9′ do 2º tempo para o Operário.

Foto: José Tramontin/Operário Ferroviário Oficial

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Estudante de Engenharia, fanático por futebol. Encontro nos textos uma forma de desenvolver novas aptidões e acompanhar de perto os bastidores do futebol.

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