Jogos Olímpicos devem ficar mais modernos e igualitários com novas modalidades

Apesar de a próxima edição da Olimpíada ser só em 2020, o Comitê Olímpico Internacional (COI) já anunciou que haverá novas disputas.

As Olimpíadas são sempre um momento de grande expectativa para pessoas do mundo inteiro. Só durante os jogos do Rio de Janeiro, o evento reuniu mais de 11 mil atletas, que disputaram 39 modalidades esportivas. A tradição é antiga: os jogos modernos vêm sendo realizados desde 1896, quando foi celebrada a primeira edição, em Atenas.

Entretanto, por mais tradicional que o torneio seja, ele deve acompanhar as mudanças culturais e esportivas que se desenrolaram ao longo dos anos. O Comitê Olímpico Internacional (COI) reconhece esta questão e, periodicamente, remodela a competição, visando modernizá-la.

Com isso, os jogos mudaram muito ao longo das décadas. A mudança mais recente aconteceu em 2016, quando foram incluídos novos esportes no rol olímpico.

As novas modalidades olímpicas aprovadas pelo COI

O projeto de inclusão de novas modalidades começou antes mesmo das olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Nesta época, iniciou-se um projeto de adequação mirando a próxima edição, a de 2020, celebrada em Tóquio.

Na época, o COI afirmou que, de agora em diante, pretende inovar no modelo olímpico, aprovando a entrada de novas disputas, de modo a privilegiar aquelas que são mais populares nos países-sede dos torneios. Com isso, em 2016 a entidade aprovou, por unanimidade, a entrada de uma série de esportes nas olimpíadas.

De acordo com o presidente do COI, John Coates, “isso ajudará a fazer os jogos de Tóquio um dos mais inovadores da história”. A inclusão de novas modalidades nos Jogos de Paris, em 2024, também está em discussão.

Beisebol

Um dos objetivos do COI com a modernização dos jogos é destacar as modalidades mais populares nos países-sedes. É o caso do beisebol: a modalidade é paixão nacional no Japão. Ela conta, inclusive, com uma liga profissional, a Nippon Professional Baseball (NPB), fundada em 1950. O presidente da Confederação Mundial de Beisebol e Softebol, Riccardo Fraccari, classificou a decisão do COI como um verdadeiro “home run” para a modalidade.

Pouco conhecido no Brasil, o esporte é dinâmico e captura facilmente a atenção do público. Nele, duas equipes se enfrentam, alterando-se nas funções de ataque e defesa. Os jogadores que estão no ataque têm o objetivo de rebater a bola o mais longe possível, dentro da zona válida, de modo a ganhar tempo para “roubar” bases dos adversários e eliminá-los da partida.

Basquete 3×3

O basquete está presente nas Olimpíadas desde a edição de 1904, quando foi modalidade de exibição na edição de St. Louis. Ele foi incluído de forma oficial em 1936, nos Jogos de Berlim. Para 2020, a novidade é a inclusão de uma nova variedade do esporte: o basquete 3×3.

Nele, os jogadores têm o mesmo objetivo: marcar a maior quantidade de cestas possíveis no campo do adversário. A diferença é o tamanho reduzido das equipes, que se resume a três titulares e um reserva. Isso torna o jogo mais dinâmico, prendendo mais a atenção da platéia.

A Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB) afirma que o basquete 3×3 é o esporte de rua mais praticado do mundo. Além disso, como ele requer uma infraestrutura mais modesta que a versão tradicional, contribui para a popularização da modalidade.

Esgrima

A presença da esgrima nas Olimpíadas não é novidade. A modalidade está presente nos jogos desde a primeira edição da Era Moderna, disputada em 1896.

Contudo, não havia disputas com todas as armas. Além disso, havia um regime de rodízio: a cada edição dos jogos, uma variedade da esgrima ficava de fora da disputa.

Além de aprovar a inclusão de novas modalidades, o COI acabou esse formato. A partir de 2020, haverá competições em todas as armas, tanto femininas quanto masculinas, de modo a dar mais oportunidades às mulheres esgrimistas. Além disso, o rodízio será abolido

A decisão foi amplamente celebrada pelos atletas da Itália, país onde a modalidade é muito popular. O presidente da Federação Italiana, Giorgio Scarso, celebrou-a e afirmou que esta expansão é fruto de um trabalho de anos entre esgrimistas e o COI.

Novas provas de atletismo

Não há modalidade olímpica mais tradicional que o atletismo: as provas acontecem desde os tempos da Grécia antiga. Isso, porém, não significa que não haja espaço para mudanças. O COI sabe disso, e aprovou a disputa de mais uma modalidades de atletismo nos Jogos de Tóquio: o revezamento misto 4×100. Tal qual no caso da esgrima, a medida deve ampliar a participação feminina nos jogos.

Novas modalidades também são oportunidades para apostadores

Os amantes das novas modalidades incluídas no rol olímpico não são os únicos que comemoram com a decisão do COI: o mercado de apostas esportivas também deve se aquecer. Afinal, é possível investir nos resultados das Olimpíadas, assim como em outros eventos internacionais.


No caso das apostas em beisebol, por exemplo, os aficionados terão outra opção além das ligas nacionais. Já no caso de quem prefere apostar em basquete, a situação é um pouco diferente: a modalidade já era olímpica, mas, agora, ganha outra variável. Isso significa mais partidas, e, consequentemente, mais oportunidades de apostas e ganhos.

Foto: Divulgação

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