Índio Ferreira espera manter os bons trabalhos agora no Nacional AC, de Rolândia

Confirmado desde o final de junho como o comandante do Nacional AC de Rolândia para a disputa da Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, o técnico Índio Ferreira, que pode-se dizer que é da nova geração de treinadores, espera manter os bons trabalhos que fez até agora para alcançar o acesso com o NAC. Os trabalhos do clube se iniciaram na última segunda-feira (23) visando a estreia na competição dia 26 de agosto, contra o Colorado, no Estádio Dr. Francisco Borges, em Colorado.

Sobre sua chegada ao clube norte paranaense, o treinador disse que quando recebeu o convite não pensou duas vezes em aceitar. “O desafio foi um dos motivos que aceitei o convite, gosto de desafios e sabendo que o Nacional é o time de tradição eu não pensei duas vezes”, afirmou Índio Ferreira. O técnico comentou que será uma Copa do Mundo para o clube em uma competição extremamente difícil, por isso o time tem que estar muito preparado para buscar o seu principal objetivo, que é o acesso.

Com apenas cinco anos na carreira como treinador, Índio fez bons trabalhos a frente do Internacional, da Paraíba, onde subiu o clube para a primeira divisão estadual. Depois pelo Sousa, também da Paraíba, onde recuperou o clube dentro do estadual e levou o time a fase de mata-mata da Série D e também um bom trabalho no Atlético Cajazeiras, outro clube paraibano. Sobre os seus trabalhos, Índio colocou o que acha importante para um técnico ter sucesso. “Tenho cinco anos como treinador profissional e por onde tenho passado as coisas tem acontecido da melhor maneira possível. Acho que o relacionamento com os atletas é fundamental para se conseguir grandes trabalhos. Sempre digo que futebol é 30% parte física, 20% parte tática e 50% relacionamento”, enfatizou o ex-jogador do Coritiba.

O seu principal trabalho foi a frente do Sousa, da Paraíba, quando levou o time até as fases de mata-mata da Série D de 2017. Foto: Arquivo Pessoal.

Como jogador, Índio atuou em vários clubes do Brasil como: Flamengo, Guarani, Palmeiras, Juventude e Coritiba e acredita que será muito importante está experiência para os atletas e para o Nacional AC. “Acredito que a minha vivência como atleta só irá ajudar o Nacional a conseguir os objetivos, se os atletas comprarem a minha ideia e filosofia de trabalho, caso contrário não teremos sucesso. Então a minha experiência como jogador depende muito do grupo que tenho em mãos”, disse o treinador.

A montagem do elenco do NAC está sendo muito criteriosa por parte da comissão técnica e da diretoria e o treinador disse que avaliou junto com o presidente José Danilson, todos os atletas que compõem o plantel do clube. “A nossa montagem tem sido bem criteriosa por vários motivos : a margem de erro tem que ser a mínima possível, estamos buscando atletas que queiram vencer, atletas comprometidos com o objetivo e acima de tudo, não abro mão da parte disciplinar. Não trabalho com jogadores com vícios até porque o futebol evoluiu muito e não tem espaço para esse tipo de jogador . Eu participo de todas as contratações junto com Danilson [presidente do NAC] e os investidores”, exemplificou Ferreira.

A estruturação do elenco contaram com algumas coisas para se encaixar na filosofia do Nacional AC. Segundo Índio, a procura foi em 40% de atletas com experiência no futebol paranaense; 30% de atletas jovens; 20% de atletas vindos de outros estados; e 10% atletas da cidade de Rolândia. Os trabalhos se iniciaram na última segunda-feira (23), tendo praticamente um mês até a estreia do clube na Terceirona.

Índio Ferreira comentou que estuda muito os esquemas táticos dos clubes brasileiros e europeus para poder aplicar nos seus clubes. Para o treinador, o goleiro é uma peça importante no esquema tático, tanto que ele o coloca em uma formação que ele julga ser ideal para seu time. “Existem vários esquemas táticos e filosofias diferentes de cada treinador, eu procuro estudar muito a estrutura táticas dos clubes tanto daqui do Brasil como os europeus, mas dependendo, eu gosto de jogar no esquema 1-4-2-4. Acho que ninguém nunca disse esse esquema . Irá notar 11 atletas no campo de jogo, é porque meu goleiro também participa de uma das linhas”, esclareceu o comandante do NAC.

Com apenas 10 jogos até o acesso, a competição será muito acirrada, então o treinador Índio acredita que ir bem em casa dará a equipe um passo mais perto do acesso. “Uma competição curta, tu tem que fazer o dever de casa sempre. Tu não pode pensar em perder pontos dentro de casa, jogando fora, tu vai encontrar muitas dificuldades, por isso o mando de campo é importante em competições de tiro curto”, finalizou o treinador do Nacional AC.

O clube de Rolândia irá estrear na Terceirona no dia 26 de agosto, às 15h30, no Estádio Dr. Francisco Borges, em Colorado, contra o clube da casa. A estreia em Rolândia, será no dia 2 de setembro, às 15h30, no Estádio Erich George, contra o Cambé AC.

Foto: Arquivo Pessoal.

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Jornalista, formado na Unopar em 2015. Nasci e moro em Londrina. Apaixonado por esportes. Gosto de praticar aquele futebolzinho de final de semana. Futebol não é apenas um esporte, mas sim uma forma de viver.

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