17 de December de 2017 5:35:56

Diretoria do Arapongas esclarece questões sobre o planejamento de 2017

Depois de ficar na 7ª colocação do Campeonato Paranaense da Terceira Divisão, com seis pontos ganhos em oito rodadas, a diretoria do Arapongas Esporte Clube resolveu esclarecer algumas questões sobre o planejamento do time em 2017 que surgiram após a eliminação da equipe na competição. Um dos principais pontos apontados pela diretoria do Arapongão, foi a falta de apoio.

Segundo o gerente de futebol do Arapongas, Adinan Roger de Oliveira, o clube não teve o apoio esperado, a não ser de quatro a cinco permutas durante a Terceirona do Estadual e que isso atrapalhou o planejamento financeiro do clube. O principal apoio selado pelo clube, foi com a Prefeitura de Arapongas, porém, algumas coisas planejadas com a administração pública, não se concretizaram. “Se afirma muito [em Arapongas], que nós tínhamos o apoio total da Prefeitura e isso não é verdade, pois eles nos ajudaram, mas não de forma total, como tem se falado”, enfatizou o gerente de futebol do Arapongas.

O gerente do clube deixou claro que houve ajuda da Prefeitura, principalmente para a realização de treinos em campos da cidade e liberando o Estádios dos Pássaros uma vez por semana para treinamentos, mas algumas coisas combinadas, como ajuda no transporte e alimentação, não aconteceram. “Em uma das conversas do presidente Renato Sousa Rodrigues com o prefeito, disseram que podiam ajudar com transporte e com alimentação. Nosso advogado estava presente nessas reuniões, mas infelizmente não aconteceram essas ajudas”, finalizou Adinan.

O maior problema enfrentado pelo Arapongas durante a competição, foi jogar longe da sua casa em três dos quatro jogos como mandante. Dois jogos aconteceram em Paranavaí, que fica à 140 km de Arapongas e uma partida aconteceu em Campo Mourão, à 150 km da cidade norte paranaense. “Sinceramente, time que quer vencer ao meu ver joga em qualquer lugar, mas no caso do insucesso a primeira coisa é ‘não jogamos em casa’. Tivemos que jogar 100km de Arapongas. E soava que nós da diretoria não tínhamos feito nada, uma vez que pedimos pra fazer as adequações e nos foi negada, pois é patrimônio público e tem quer feito pela Secretaria de Obras”, afirmou o gerente do Arapongão.

Apesar dos problemas, para o último jogo do Arapongas como mandante, houve uma força tarefa entre a direção do clube e a Secretaria de Esportes da cidade, onde conseguiram liberar o Estádio dos Pássaros para o confronto contra o Independente São Joseense. “O Secretário de Esportes, por sua vez nos ajudou da maneira que pôde, inclusive agora na reta final para conseguir liberar os laudos. Eu o procurei e ele me colocou frente aos responsáveis da engenharia,  vigilância sanitária e Polícia Militar (PM), fui atrás e fui muito bem atendido pelo capitão Dejair, corri pra Londrina no comando do Bombeiro com capitão Rene. Em três dias estava com tudo na mão, mas com pouco tempo para a Federação (FPF) liberar”, disse Adinan.

Para o gerente, o Arapongas arcou com um prejuízo de quase R$ 30 mil reais com a realização dos jogos longe da cidade norte paranaense. Este valor se aproxima muito da folha de pagamentos mensais e que isso interferiu de uma forma geral da campanha do clube. “Fizemos um investimento forte para subir, porém os resultados não vieram. O planejamento para 2018 já está pronto”, afirmou Adinan Roger. Como não conseguiu o acesso, o Arapongas jogará em 2018 novamente o Campeonato Paranense da Terceira Divisão.

A reportagem do Redação em Campo entrou em contato com o secretário de obras da cidade de Arapongas, Jair Milani. Apesar de não querer gravar entrevista, o secretário explicou que as obras que foram solicitadas pelo Corpo de Bombeiros foram feitas no Estádio dos Pássaros.

Já o prefeito de Arapongas, Sérgio Onofre, desmentiu a informação de que a Prefeitura iria ajudar o clube com transporte e alimentação, alegando que se acontecesse este fato, o prefeito poderia sofrer um processo de improbidade administrativa, pois a administração pública não pode ajudar algo privado. “Na reunião que tive com o presidente do clube [Renato Sousa Rodrigues], ele me pediu transporte e alimentação, eu não falei que iria dar ou deixar de dar”, enfatizou o prefeito da cidade norte paranaense. Ainda questionado por este caso, o prefeito comentou que só teve uma reunião com o mandatário do Arapongão e que nunca mais foi procurado.

Foto: Robson Vilela/Redação em Campo

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<p>Jornalista, formado na Unopar em 2015. Nasci e moro em Londrina. Apaixonado por esportes. Gosto de praticar aquele futebolzinho de final de semana. Futebol não é apenas um esporte, mas sim uma forma de viver.</p>

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