26 de September de 2017 5:01:24

Dono da faixa e líder da equipe, Chicão traça metas para o Operário

A faixa de capitão do Operário Ferroviário nunca esteve tão bem acomodada nos últimos anos como agora. Capitão do time desde 2015, Chicão alcançou um status para poucos jogadores que passaram pelo Fantasma. Além de ídolo da torcida, é um dos principais líderes do elenco. O volante participou das conquistas recentes do Operário, mas busca ir ainda mais longe: espera conquistar com Alvinegro o seu terceiro acesso para a Série C.

Em 2013, Chicão disputou a Série D pelo Juventude (RS). Alcançou o vice-campeonato daquele ano com o time de Caxias do Sul. No ano seguinte, já na quinta rodada da fase de grupos da Série D, desembarcou em Pelotas, também do Rio Grande do Sul. Novamente no interior gaúcho, foi vice-campeão do torneio com o Brasil de Pelotas. Em 2015, defendendo o Fantasma, o volante quase conquistou o acesso – o Operário foi eliminado pelo Remo no mata-mata em que definia a vaga para a Terceira Divisão do Brasileiro.

Agora, Chicão deve ser uma peça importante para manter o elenco do Fantasma focado no acesso. O time tem uma média de idade baixa, contando com jovens jogadores remanescentes da Taça FPF. Cabe ao capitão a tarefa de conduzir o time nas difíceis disputas que o Operário terá pela frente na Série D.

Em conversa com o Redação em Campo, Chicão falou sobre a responsabilidade de ser o capitão do Fantasma no nacional. Confira a entrevista completa abaixo:

Redação em Campo – Neste ano você completou dois anos com a faixa de capitão do Operário. Como você vê a responsabilidade de liderar um time com jogadores tão jovens numa competição difícil como a Série D?

Chicão – Eu fico feliz por ter alcançado um status importante dentro do clube. Tenho respeito da diretoria que confiou no meu trabalho e das comissões técnicas que passaram por aqui. Acho que é ter tranquilidade. É sempre complicado ter uma responsabilidade grande de ser capitão de uma equipe, mas eu toco de uma forma bem tranquila. Eu tento ser amigo de todo mundo ali, e isso é atuando com o nosso grupo mesmo. Temos que ter amizade e companheirismo para poder continuar com estes objetivos que estamos traçando.

Redação em Campo – Anteriormente você já conquistou dois acessos na Série D: um com o Juventude e um com o Brasil de Pelotas. Você vê alguma semelhança entre o Juventude de 2013, o Brasil de Pelotas de 2014 e o Operário deste ano? 

Chicão – Até a questão da competição mudou bastante. A competição deste ano tem um mata-mata a mais e em questão de comparação é até complicado. Muito se dá em relação a começo de competição e meio de competição. Não tem um parâmetro para comparar as equipes. Eu cheguei ao Brasil de Pelotas na quinta rodada da fase de grupos. No Juventude eu estava desde o início. Mas é uma competição difícil, muito complicada. É como a gente vem conversando: fazer o máximo de pontos possíveis em casa e buscar pontos fora para poder classificar. Dentro de casa temos que fazer o nosso melhor e vencer as partidas e fora de casa beliscar pontos para poder largar bem na competição.

Redação em Campo – Para esta temporada, o técnico Gerson Gusmão mudou o esquema de jogo de time. Nas coletivas, sempre comentamos sobre a presença dos volantes na frente. O Serginho já fez gol, o Willian Daltro já fez gol. Você bateu na trave em Maringá, mas também está buscando seu espaço na frente. Te agrada este estilo de jogo ou você prefere ser um volante clássico, que rouba a bola e distribui o jogo? 

Chicão – O futebol vem evoluindo muito. A gente vê a modernização do futebol nas partidas das Séries A, B, C e D do Brasileiro, principalmente nas táticas. O Gersinho implantou isso na Taça FPF e deu certo. Agora, nesta Segundona, ele colocou também e manteve este ritmo, principalmente taticamente, dos volantes chegarem na frente. É um fator surpresa, que está dando certo. Treinamos muito para dar certo, também precisamos analisar isso. Mas acho importante, não tem dificuldade nenhuma. A adaptação foi rápida, principalmente a minha, do Serginho, que está jogando, e do Daltro, que vinha jogando na Taça FPF. Não me atrapalhou em nada, acho até melhor, por estar chegando na frente e podendo ajudar. Em relação ao gol é uma questão natural. Eu podendo ajudar marcando, dando passes, o gol naturalmente vai sair. O que eu priorizo mais é a gente sair vitorioso. O gol vai amadurecer naturalmente.

Redação em Campo – Em relação à Segundona Paranaense, que está paralisada: como você, principal líder do elenco do Operário, vê essa paralisação? Quais os pontos positivos e os pontos negativos que isso trouxe ao time do Operário?

Chicão – Na verdade, se tivesse continuado, para a gente seria melhor. Vinhamos numa batida muito forte. Claro que paralisou e complicou um pouco, mas de uma certa forma nos ajudou neste início de Série D. Agora, eu disse para os rapazes priorizarem mesmo a Série D. Deixamos de lado agora a Segundona. Como chegamos no começo do ano pensando em dois acessos, agora começamos o pensamento no acesso à Série C.

Redação em Campo – Mensagem para a torcida.

Chicão – Quero convocar o torcedor para nos apoiar, como eles sempre fazem. A gente entra num Brasileiro, num patamar um pouco acima da Segunda Divisão. O torcedor é importante, sempre foi importante aqui no Operário. Sempre contamos com eles, para o início de competição, para que possamos chegar neste tão sonhado acesso para a Série C.

 

Foto: Bianca Machado/Operário Ferroviário Oficial

Siga em:
Foz Cataratas/Coriti
Pouco inspirado, Par

Estudante de Engenharia, fanático por futebol. Encontro nos textos uma forma de desenvolver novas aptidões e acompanhar de perto os bastidores do futebol.

Classifique este artigo