16 de October de 2017 10:34:12

Cascavel CR é alvo com denúncias de salários atrasados e condições precárias

O Cascavel Clube Recreativo, equipe que disputa o Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, é alvo de denúncias sobre atrasos nos salários dos atletas e também de condições precárias de estrutura para atender as necessidades básicas de seus jogadores. Alimentação insuficiente, alojamento inadequado e um suposto regime de “trabalho escravo” devida tais condições.

O relato do descaso com os atletas profissionais do CCR veio a público nesta quarta-feira (10) através da esposa de um jogador que postou em uma rede social os detalhes da situação.


Procurada pela reportagem do Redação em Campo, a esposa do atleta Fernando Guilherme, explicou que o jogador foi procurado pelo presidente do Cascavel em dezembro oferecendo a oportunidade de defender as cores do CCR durante o Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, que pagaria pouco, mas que pagaria em dia. De acordo com a esposa, Fernando Guilherme está desde janeiro na cidade de Cascavel e recebeu R$ 300.

O Redação em Campo também conversou com o jogador que, sem dinheiro, está nas ruas da cidade. Ele falou sobre os motivos da sua saída do Cascavel Clube Recreativo e relatou que as condições que o clube oferece ao atleta são precárias, inclusive, sendo uma espécie de trabalho escravo.

Enquanto não consegue resolver a situação com a diretoria do Cascavel, Fernando Guilherme aguarda por uma vaquinha feita por amigos para comprar sua passagem e voltar para o Ceará.

Cascavel CR reconhece atrasos, mas nega relato de estrutura precária

A diretoria do Cascavel Clube Recreativo emitiu nota nesta quinta-feira (11) rebatendo as acusações. Através do gerente de futebol, Péricles Almeida, o CCR admitiu que o clube passa por problemas financeiros e que deve um mês de salários para seus jogadores. O gerente afirmou que a Serpente passou por dificuldades com a perda de parcerias de patrocínio, porém, que havia deixado todos os jogadores a par da situação. “No começo do campeonato tivemos as parcerias de patrocínio, fechamos e depois tivemos problemas. Mas todos os atletas já estavam aqui, já tinham sido contratados e foi conversado com todos os atletas, passamos a situação pra eles, se eles queriam ir [embora], porque já sabiam da dificuldade que ia ser, não tinha mais patrocínio”, disse ao Redação em Campo.

Péricles Almeida também disse que a diretoria não mediu esforços para reverter a situação. “Tivemos que correr atrás de incentivos, de dinheiro para poder pagar todas as despesas – que não são poucas. Isto tudo, eles [atletas] estavam cientes que ia ter, ninguém estava nesta situação sem saber, ninguém foi enganado”.

O gerente declarou ainda que quem está no clube receberá. “Eles aceitaram, quem teve proposta saiu, quem não teve ficou e a gente foi acertando todas as pendências durante o campeonato. Claro que não deu pra fazer tudo, mas até o final do campeonato quem está com a gente vai receber tudo”.

Sobre a questão apontada sobre falta de estrutura para as necessidades básicas dos atletas, alimentação, local de hospedagem e um suposto regime de trabalho escravo, Péricles garantiu que não há nada de irregular. “A estrutura é boa. Não tem nada de desumano aqui como estão comentando, como a esposa de um jogador está comentando”.

O gerente de futebol encerrou afirmando que o jogador Fernando Guilherme “quer cobrar o que não existe”.

Confira a nota oficial emitida pelo clube:

Foto: Cascavel CR Oficial

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